Bilinguismo: fique por dentro da importância de um segundo idioma no desenvolvimento infantil

Estudos apontam diversas vantagens, incluindo melhorias cerebrais, facilidade de aprendizado, raciocínio lógico e flexibilização mental

É indiscutível que dominar um segundo idioma abre portas. Ao buscar uma escola bilíngue, os pais focam nas vantagens que a fluência da uma segunda língua, especialmente a inglesa, pode trazer ao seu filho. E, talvez, nem imaginam o benefício maior que proporcionam aos pequenos. O impacto do bilinguismo vai além do acadêmico e profissional. Ele atinge a capacidade cognitiva e a própria saúde mental de longo prazo.

Um estudo feito pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, descobriu que crianças bilíngues têm maiores habilidades para manter o foco em determinada situação, mesmo quando encontram estímulos conflitantes. Outro estudo da Universidade George Mason, na Virgínia (EUA), concluiu que crianças bilíngues apresentam melhor desempenho não só no inglês, mas também em outras disciplinas, do que as crianças que dominam apenas a língua mãe. Segundo os estudiosos, isso seria reflexo de um alto grau de concentração.

É o que reforça a diretora do Ensino Fundamental II da Escola Canadense Maple Bear Goiânia, Sabrina Oliveira. A instituição bilíngue, com oferta da língua inglesa, inicia os estudos do segundo idioma já nos anos iniciais da vida escolar, focando na facilidade e naturalidade que essa criança terá ao longo dos anos.

“O bilinguismo na Maple Bear é apresentado desde 1 ano e meio. Essa é uma idade muito favorável para a criança ser imersa em uma segunda língua, no caso, a língua inglesa. Nessa etapa, a criança já ouve a sua língua mãe, já entende e quando você apresenta esse segundo idioma, ela tem uma facilidade muito maior de internalizar, de aprender de forma natural, já que ela não se apega só na linguagem verbal, ela pega todo um contexto onde essa linguagem está inserida. É importante ressaltar a metodologia também, já que é possível proporcionar esse aprendizado no momento das brincadeiras, das refeições, das interações com os colegas”, diz Sabrina.

 

Vantagens

Sobre as vantagens do bilinguismo, a diretora destaca a expansão e ampliação das habilidades, com benefícios que podem se estender por toda a vida. “A criança, quando imersa nesse contexto da segunda língua, se torna capaz de diferenciar os fonemas e, a partir disso, para o resto da vida, ela terá facilidade em aprender não só outros idiomas, mas ter uma maior flexibilidade mental, raciocínio lógico e matemático, organização e estratégia. É como se o cérebro passasse por melhorias, o que chamamos de sistema executivo”, destaca a educadora.

“Outra grande vantagem para a criança é que desde muito pequena ela já se torna uma cidadã do mundo, tendo acesso a diferentes culturas, com diferentes costumes, pessoas de lugares diferentes do mundo, ela se torna mais ativa. Isso altera positivamente o funcionamento do cérebro, ela vai potencializar as áreas de aprendizado, a consciência fonológica, que é a capacidade de compreender o que você está lendo, o que escuta, amplia o armazenamento da memória, então o cérebro consegue descartar aquilo que não é tão importante e não priorizar aquilo que você já sabe. A capacidade das múltiplas tarefas, o que a gente chama de plasticidade cerebral, ela também passa a ser mais elaborada com esse estímulo”, completa Sabrina.

Na Educação Infantil, os alunos da Maple Bear Goiânia têm quatro anos de imersão total na língua inglesa. Ou seja, todos os estímulos e interações da criança na escola, durante esse período inicial, são feitos na segunda língua. Após isso, o Português passa a ser inserido na rotina escolar dos alunos, chegando, no Ensino Fundamental, com a carga horária semelhante para os dois idiomas.

“Com a imersão na língua inglesa e um tempo estendido nesse idioma, já que uma escola bilíngue que trabalha 50% do tempo em outro idioma, isso resulta em aproximadamente 12,5 horas por semana. A criança que tem esse estímulo, rapidamente desenvolve a excelência nessa língua, assim como desenvolve a excelência na língua mãe. Na Maple Bear, o aluno de 7, 8 anos, já consegue se comunicar 100% na língua inglesa, entender o que é dito, ler, interpretar, com muita facilidade”.

“Esse comportamento e essa facilidade na aprendizagem da segunda língua não são vistas em adultos. Já que o estímulo é muito pequeno, quando se estuda em curso extracurricular de inglês. Nessa fase da vida, a pessoa não passa pelos estágios da escuta, da compreensão, fala, leitura e escrita de forma diferente, menos natural. Por isso, as pessoas que vão estudar inglês têm muita dificuldade de ter excelência na segunda língua”, afirma ela.

 

Mais confiantes

Com dois filhos na Maple Bear, a advogada Walquíria Lima, de 42 anos, afirma ser notável a segurança e autoconfiança dos filhos em relação ao segundo idioma e ao aprendizado, de forma geral. Segundo ela, por terem iniciado os estudos bilíngues desde muito cedo, as crianças têm uma desenvoltura diferenciada, que extrapola o conhecimento e o interesse apenas no ambiente escolar.

“Meus filhos têm 6 e 10 anos. Os dois entraram na Maple Bear com 1 ano e seis meses. Para eles, o aprendizado sempre foi muito natural, prazeroso. O mais velho já domina o inglês e o mais novo tem completo entendimento. A tendência agora é se desenvolver na escrita e na fala, mas ele compreende tudo. É algo muito espontâneo. Esse estímulo do bilinguismo facilita muito o aprendizado”, afirma ela.

De acordo com Walquíria, em razão do incentivo que as crianças têm na escola, eles têm um lado aguçado para a curiosidade de novas culturas, um senso crítico mais apurado, raciocínio mais rápido, são mais focados e menos distraídos. Para ela, outra grande vantagem proporcionada pelo ensino em dois idiomas são as oportunidades futuras do mercado de trabalho.

“As portas do mercado de trabalho estão mais abertas para quem é bilíngue, a tendência é essa para o futuro. O mundo globalizado já exige isso dos profissionais, então, tenho certeza que isso vai ajudar muito a vida profissional e a inserção deles no mercado de trabalho”, completa a advogada.