Novo Ensino Médio brasileiro prevê mais autonomia e interesse aos estudantes

Diretor de sistema de aprendizagem do Colégio Átrio comenta sobre vantagens da nova modalidade para o futuro dos jovens

Implementado a partir de janeiro de 2022, o novo Ensino Médio ainda é um assunto pouco conhecido por pais e jovens estudantes do Brasil.  A inovação educacional prevê um ensino mais atrativo para os jovens e mais autonomia. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (SudesteDUC), a modalidade traz por meio dos Itinerários Formativos, parte flexível do currículo e a escolha sobre as matérias que o aluno pode se aprofundar. Outra novidade é o Projeto de Vida, que possibilita a reflexão sobre a identidade, os sonhos e as metas para o futuro.

 

Regulamentado pela Lei nº 13.415/2017 e pelo Documento Curricular de Goiás – Etapa Ensino Médio (DCGOEM) a partir da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a nova modalidade é caracterizada pela ampliação da carga horária e pela flexibilização do currículo. O Ensino Médio passará de 2.400 horas para 3.000 horas ao longo de três anos. Diariamente, os alunos terão 6 horas de aula, incluindo matérias da Formação Geral Básica e dos Itinerários Formativos.

 

Como parte do novo tipo de ensino, o Projeto de Vida, que se torna obrigatório como componente curricular, com o objetivo de apoiar o estudante em suas escolhas pessoais, sociais e profissionais. Sua implantação em Goiás começou em 2013, nas escolas de Ensino Médio de tempo integral, e foi expandida em 2020, para todas as escolas que ofertam essa etapa de ensino, conforme informações da SudesteDUC.

O Projeto de Vida tem atividades de autoconhecimento, identificação de habilidades, reflexões sobre participação social e cidadania, escolha de carreira e planejamento para o futuro profissional e pessoal. A oferta dessa disciplina nas escolas favorece a Educação integral dos jovens, conforme a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Nessa disciplina, não há provas nem notas. Como regulamenta o Documento Curricular para Goiás– Etapa Ensino Médio (DC-GOEM), as avaliações têm caráter diagnóstico e formativo, para acompanhar a evolução do estudante.

 

O diretor de sistema de aprendizagem Paulo Pérez, do Colégio Átrio, intitula a disciplina como uma oportunidade pessoal de desenvolvimento e reconhecimento de suas potencialidades e visão quanto às possibilidades do futuro e melhores tomadas de decisões para a vida profissional, além da gestão das emoções e habilidades socioemocionais.

 

“O Novo Ensino Médio vai atualizar a função social das escolas. Costumo dizer que todas as escolas do nosso tempo estão no século XXI, mas que não são todas que são do século XXI. O aluno do século XXI está cada dia mais empoderado e com bastante acesso à informações. O que muitas vezes falta a esse aluno é orientação quanto ao uso e a aplicabilidade desses recursos. O Novo Ensino Médio vem com essa proposta de dar sentido à escola. De renovar sua função social e de promover a aprendizagem colaborativa”, ressalta Paulo Pérez

 

Pérez ainda revela que nessa etapa, o aluno já saberá quais são seus potenciais e agora poderá trabalhar suas possibilidades, ou seja, onde melhor aplicar suas maiores habilidades.

 

“Ao longo dessas duas séries os alunos farão experimentações de trilhas, de cursos e de aprofundamento em áreas do conhecimento. Já na terceira série, o jovem já contará com uma melhor noção de quem ele é e de quais são suas possibilidades e tendo experimentado diferentes trilhas em diferentes áreas do conhecimento, cada estudante escolhe uma trilha de aprofundamento. As turmas são, então, agrupadas por áreas do conhecimento. Os alunos fazem uma Formação Geral Básica revisional (da primeira e segunda série) e são preparados com muita atenção para as provas do Enem e vestibulares”, finaliza o diretor do sistema de aprendizagem do Colégio Átrio.