PF conclui investigações sobre o caso de 110 kg ouro apreendido no aeroporto de Goiânia/GO

Segundo a PF a extração era ilegal

A Polícia Federal concluiu nesta sexta-feira (25/03), a investigação sobre a origem dos mais de 110 kg de ouro apreendidos (10/06/2019), em uma aeronave no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia/ GO.

A PF afirma que 15 pessoas foram indiciadas pelos crimes de organização criminosa, usurpação de bem da União, extração de ouro sem autorização legal, receptação qualificada, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

“Ao longo dos 2 anos de investigação, foram identificados todos os agentes envolvidos e que faziam parte da organização criminosa apurada, “ desde os garimpeiros que retiraram o ouro ilegal, os intermediários que fizeram a pesagem e o beneficiamento do minério e os grandes empresários que adquiriam o ouro e o transportavam em aeronave com notas fiscais falsas, ao fim de dar o ar de legalidade às atividades criminosas, além das pessoas que financiavam o grupo para a manutenção dos crimes”, disse a Polícia.

 

A Operação Céu Dourado

Em 10/06/2019 foi preso em flagrante um funcionário de empresa ligada à extração de minérios. Além da carga apreendida, foi identificado pela Polícia Federal que o grupo criminoso investigado extraiu, explorou, transportou e comercializou mais de 1,5 toneladas de ouro ilegal extraídos de garimpos ilegais do Mato Grosso, o que equivale atualmente a mais de 457 milhões de reais.

A carga de ouro apreendida no Aeroporto de Goiânia no ano de 2019, atualmente avaliada em mais de 33 milhões de reais, era proveniente de garimpos ilegais do Mato Grosso e seria destinada à Itália, recuperada através da referida ação da Polícia Federal e que se encontra à disposição do Poder Judiciário.

Como parte das investigações, a Polícia Federal deflagrou em 23/10/2019 a Operação Céu Dourado, ocasião em que foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão nos Estados de Goiás, Mato Grosso e São Paulo, além do sequestro de duas aeronaves do grupo investigado.