Proposta de berçários em universidades é aprovada

Agora, o texto precisa receber o aval do Plenário da Assembleia Legislativa, em mais uma votação, para que esteja apto a ser sancionado pela Governadoria do Estado

A proposta do ex-deputado Diego Sorgatto de implantação de espaço infantil, destinado aos cuidados dos bebês de estudantes, nas unidades da rede de ensino superior públicas e privadas de Goiás, foi aprovada em primeira votação, na sessão ordinária híbrida da última quarta-feira, 11. Agora, o texto precisa receber o aval do Plenário da Assembleia Legislativa, em mais uma votação, para que esteja apto a ser sancionado pela Governadoria do Estado.

“É de comum conhecimento que muitos casais engravidam ou se veem responsáveis por alguma criança, no período em que cursam o ensino superior, e acabam se deparando com a dificuldade dos cuidados infantis frente aos estudos”, afirma Sorgatto.

Conforme estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas uma em cada dez mulheres brasileiras entre 15 anos e 29 anos, tendo pelo menos um filho, continua os estudos.

“Muitas dessas mães e pais não têm com quem deixar os filhos, o que afeta diretamente os estudos e consequentemente sua inserção no mercado de trabalho”, afirma o parlamentar.

Para ele, as creches públicas disponíveis não são suficientes para suprir as necessidades de todos os pais, que muitas das vezes não conseguem ser contemplados com as vagas disponíveis e acabam tendo que abrir mão da vida estudantil ou profissional para dar atenção que uma criança necessita.

“O grau de educação que o indivíduo possui é fundamental para sua vida e para os papéis que venha a desempenhar enquanto ser social, nos campos de convívio social, profissional, familiar, no cumprimento de seus direitos e deveres e de participação política”, explica.

Sorgatto ressalta que são inúmeros os casos e motivos de relato nos setores de comunicação, sobre universitários barrados e proibidos de entrar nas instituições de ensino superior acompanhados de seus filhos, e que essas pessoas passam por humilhação e são motivo de piadas para outros estudantes, professores e até mesmo funcionários.

“A dificuldade enfrentada em conciliar uma jornada trabalhista, estudantil e a familiar tem sido enfrentada por muitas pessoas hoje em dia, mas quando esbarramos em uma falta de empatia social, se torna pesado e desgastante, muitas vezes sendo motivo de desistência dos estudos”, ponta.

Conforme o legislador, a prestação do ensino educacional, não pode ser impedida ou até mesmo anulada pela presença de uma criança na vida de universitários. “O auxílio aos cuidados para promover a educação desses genitores é dever de todos do sistema educacional, da rede de ensino superior pública e privada”, reitera Sorgatto.

Com informações da Agência Assembleia de Notícias